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	<title>Comments on: Fountain of light</title>
	<link>http://liberato.org/2007/05/26/fountain-of-light-2/</link>
	<description>Photos, Hints and Tricks from a world wanderer</description>
	<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 14:57:45 +0000</pubDate>
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	<item>
		<title>By: cesar augusto</title>
		<link>http://liberato.org/2007/05/26/fountain-of-light-2/#comment-49</link>
		<author>cesar augusto</author>
		<pubDate>Mon, 28 May 2007 21:12:34 +0000</pubDate>
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(Garcia Lorca, ou a memória do chão 
que elevado ao céu todos os astros sugou.)




Olho-te assim devagar. Prolongo-te, 

no rasto incandescente do anjo 
que espero ver erguer-se, 
dos fios que as estrelas abrem 
quando expostas na boca da noite.

Tento desvendar donde vem este vento, 
convocado num silêncio leve
que a liquidez do fundo dos oceanos 
parece querer estender,
			
retendo-me aqui coberto, em ascensão mansa pousado.  
 
	 		
Nos passos agitados que não dormem, nunca.
			
Sempre começados
nos gemidos das manhãs cegas 
e humedecidas pelas águas do Genil. 
 
		
Subindo ao céu quente de Granada
que os teus pés viu por último pousar. 

Nesse caminho imaterial 
jamais por mim percorrido
mas cujo pó nele levantado,

os meus ombros fugidios fazem doer.
 
			
Ali quando o ar se parte e escuta
el Viento Oeste, que inquieto,
solta seus cavalos perdidos:

agora inúteis, cansados, galopam em manada.
			
Desenham-se no o teu corpo
há muito embalado pela terra vermelha. Envergonhada
por naquele dia nada ter feito:

apenas receber-te em seus braços ensanguentados.


Na memória do chão que elevado ao céu todos os astros sugou.

  
Olho-te na luz que o levante traz. 

Sempre embebida das tuas palavras mágicas
que hoje ao passarem tudo levantam.



Augusto Vieira ( César )



Que melhor homenagem podia ter Lorca senão com esta magnífica imagem de luz...


Um abraço de luz.

César</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>*<br />
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<p>(Garcia Lorca, ou a memória do chão<br />
que elevado ao céu todos os astros sugou.)</p>
<p>Olho-te assim devagar. Prolongo-te, </p>
<p>no rasto incandescente do anjo<br />
que espero ver erguer-se,<br />
dos fios que as estrelas abrem<br />
quando expostas na boca da noite.</p>
<p>Tento desvendar donde vem este vento,<br />
convocado num silêncio leve<br />
que a liquidez do fundo dos oceanos<br />
parece querer estender,</p>
<p>retendo-me aqui coberto, em ascensão mansa pousado.  </p>
<p>Nos passos agitados que não dormem, nunca.</p>
<p>Sempre começados<br />
nos gemidos das manhãs cegas<br />
e humedecidas pelas águas do Genil. </p>
<p>Subindo ao céu quente de Granada<br />
que os teus pés viu por último pousar. </p>
<p>Nesse caminho imaterial<br />
jamais por mim percorrido<br />
mas cujo pó nele levantado,</p>
<p>os meus ombros fugidios fazem doer.</p>
<p>Ali quando o ar se parte e escuta<br />
el Viento Oeste, que inquieto,<br />
solta seus cavalos perdidos:</p>
<p>agora inúteis, cansados, galopam em manada.</p>
<p>Desenham-se no o teu corpo<br />
há muito embalado pela terra vermelha. Envergonhada<br />
por naquele dia nada ter feito:</p>
<p>apenas receber-te em seus braços ensanguentados.</p>
<p>Na memória do chão que elevado ao céu todos os astros sugou.</p>
<p>Olho-te na luz que o levante traz. </p>
<p>Sempre embebida das tuas palavras mágicas<br />
que hoje ao passarem tudo levantam.</p>
<p>Augusto Vieira ( César )</p>
<p>Que melhor homenagem podia ter Lorca senão com esta magnífica imagem de luz&#8230;</p>
<p>Um abraço de luz.</p>
<p>César</p>
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